March 2010
57 posts
pãodoce
Não adianta mentir pra mim mesma Ficar me enganando, tentando dizer Que nunca na vida, nunca na vida eu gostei de pão doce Porque por mais que eu queira esconder A verdade é que eu adorava pão doce Não podia passar sem pão doce Bastava ver padaria, que logo eu ia, que logo eu ia Comprar Não adianta mentir pra mim mesma Porque no fundo, porque no fundo eu sei muito bem Que essa história toda de não...
sou tantas mulheres ao mesmo tempo.,
(e alguns homens também)
foi perdendo a pose,
até sorrir feliz.
ele me comia,
com aqueles olhos de comer fotografia.
a bossa, a fossa, a nossa grande dor.,
como dois quadradões
ah se maldade vendesse na farmácia,
que bela fortuna você daria.
meu peito é de sal de fruta
fervendo num copo d’agua
pai: você é sapatão, puta que mais?
seu rosto de quem me ama é o culpado.
me sobe pelo estômago
seus olhos fixos, queridos e distantes
sua lingua entre os dentes
sua mão com um amor tão forte
que me deixa pendurar toda em você
sua risada como se saísse de mim.
e por que não sai de mim tudo isso se você saiu?
talvez eu ainda precise sofrer mais.
tudo não cabe dentro de mim, de tanto, de tudo que...
e dá um medo de não ser,
que meu corpo não tem ritmo.
minhas mãos não têm ritmo.
queriam te sentir, elas só queriam te sentir.
e como dói quando se abre os dedos.
e elas ficam.
sozinhas, abertas.
tudo, de tanto, queria que não fosse.
pra poder respirar.
não respiro.
de tanto querer quase consigo,
mas você volta pior em mim,
maior em mim.
me ocupando inteira.
inteira trêmula, só com...
te amo pelas tuas maõs.
(mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas)
bruta flor do querer
– ah, bruta flor, bruta flor!
um pierrot apaixonado que vivia só cantando,
por causa de uma colombina acabou chorando, acabou chorando.
sensualidade,
das maõs, boca e ossos.
pise,
machucando com jeitinho.